domingo, 20 de maio de 2012
Ciclofaixas e Ciclovias
No domingo, 20 de maio, participei de evento organizado pelo grupos de ciclistas de Campinas,SP,que se concentraram na avenida Norte-Sul desta cidade para levantar assinaturas de cidadãos e cidadãs do projeto que reivindica ao Poder Público a construção de uma ciclovia no canteiro central desta via. A adesão da população foi imediata, espontânea, pois todos entendem que a melhor mobilidade urbana através da utilização segura da bicicleta é importante contribuição para o incremento da qualidade de vida.
A cidade de Campinas,SP, precisaria realizar grandes investimentos com vistas a construção de ciclofaixas e ciclovias. As ciclovias precisam estar presentes principalmente nas vias de grande escoamento da população pelo transporte público para se tornar uma opção viável e, principalmente, segura. A população precisa cobrar isso do Poder Público e neste momento de eleição municipal identificar os candidatos que ratificam o projeto Programa Cidades Sustentáveis e conhecer os respectivos projetos dos candidatos. A hora é agora para começar a tornar melhor a vida urbana.
sábado, 19 de maio de 2012
Comissão da Verdade
Comissão da Verdade: meu apoio incondicional, integral.
Comissão que investigará as violações de direitos humanos produzidos pelo Estado através de agentes públicos das Forças Armadas: Exército, Aeronáutica e Marinha. Essas três forças que até a presente data se recusam a reconhecer as barbaridades que realizaram em nome do Estado assassinando brasileiros/as que atuaram na resistência armada e intelectual.
Essa Comissão está instalada graças a resistência da sociedade civil e daqueles direta e indiretamente envolvidos nessa luta de resistência à usurpação do Estado que adotou a violência para se manter. E luta das famílias dos 150 desaparecidos/as que ainda não sabem como esses como bravos e jovens, imberbes, brasileiros/as brasileiras foram assassinados, onde estariam esses corpos, pois a valente Forças Armadas brasileiras recusa a abrir seus arquivos para mostrar como o sangue verteu fácil na boca dos milicos desta instituição sustentada pelo povo brasileiro.
A Comissão da Verdade deve mesmo assoprar essa brasa do período da ditadura militar e formar chama forte e alta para jogar luz a um passado que incomoda muitos e impede de avançar ao futuro. Luz que a covarde Forças Armadas se recusa a ver brilhar, mas será impelida a enfrentar para ver as desgraças que produziu e aprender com a sociedade civil a respeitar quem lhe garante o soldo e sobrevivência. E a reação esboçada de se querer realizar investigação também do lado que resistiu à ditadura é mais uma manifestação dessa covardia dos "milicos", pois este lado já sofreu com investigações, prisões e assassinatos. Nivelar verdugos e vítimas é mais uma reação vergonhosa de alguns milicos sobreviventes desse trágico período da história do Brasil. A resistência armada à ditadura era direito e exigência à época.
A luz a ser produzida pela Comissão da Verdade será o melhor desinfetante. A História fará o resto!
VIVA A COMISSÃO DA VERDADE!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Programa Cidades Sustentáveis
Na eleição para o cargo de Prefeito em 2012 a sociedade precisa, deve, estar mais atuante, firme, marcar presença, para bem avaliar os candidatos quanto ao conceito para a "coisa pública", valores diversos e o conhecimento do Programa Cidades Sustentáveis.
Não se poderia mais adotar a política do avestruz de enfiar a cabeça no buraco e dar um "cheque em branco" na eleição de um candidato ao cargo majoritário da administração municipal. Os resultados sempre são trágicos quando a indiferença impera na seleção dos candidatos. E isso tem sido recorrente no Brasil para a eleição de quaisquer cargos públicos das esferas do Poder, pois o cidadão apreende lentamente que a atitude de indiferença na hora do voto traz sérios prejuízos para si e a sociedade. Seria suficientemente didático a tragédia, por exemplo e entre tantas, no início de 2011 nas cidades fluminenses atingidas por fortes chuvas que resultou na morte de quase mil pessoas e mais de 200 desaparecidos. Até a presente data nada mudou naquele ambiente e os recursos públicos destinados para a região não alcançaram as vítimas que padecem no limbo, literalmente, mas alcançaram os bolsos de administradores públicos e parceiros privados. Em outro extremo, tem-se o evento cataclísmico - terremoto, tsunami e acidente nuclear - no Japão que depois de uma semana tinha estradas recuperadas e antes de completar um ano da tragédia que resultou em torno de 10.000 pessoas mortas tinha toda a área degradada recuperada. Documentos e carteiras com dinheiro encontrados foram devolvidos intactos aos verdadeiros donos. Sem dúvida, são países bem diferentes, em termos de construção da própria história, pois o Japão se fez com séculos e séculos, enquanto o Brasil tem 500 anos e formado por um "melange" de culturas, o que até corrobora para ser "especial" neste caldo de culturas.
O Programa Cidades Sustentáveis pode ser visto no endereço < www.cidadessustentaveis.org.br > e deve servir de orientação ao cidadão para discutir com os candidatos. Em Campinas,SP, os grupos de ciclistas organizam "encontros" com os candidatos a candidato a Prefeito para discutir o indicador "mobilidade urbana" do programa "Cidades Sustentáveis". Uma iniciativa muito bem vinda que precisaria ser replicada em toda cidade do Brasil.
Valorize o seu voto votando VOTO SUSTENTÁVEL.
Construir um mundo melhor começa no micromundo que é o município. E mais, a grande revolução começa no micromundo que é o próprio cidadão.
domingo, 15 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Efeito 3efes: Falha, Falência e Fatalidade
Efeito 3Fs: Falha, Falência e Fatalidade
Falha estaria associada a omissão, senão, erro, a um descuido, ou ao contexto geológico como fenda, lacuna, lasca. Falência relacionada com a condição comercial em que estaria confirmada a impossibilidade de se saldar débitos; e também fracasso, ruína, insucesso. Fatalidade, por sua vez, diz respeito ao destino inevitável, consequência desastrosa de algum acontecimento que não se teria domínio, ou negligencia; coincidência deplorável, infeliz, funesta, trágica.
O efeito "3efes" poderia ser aplicado nos componentes mecânicos, moldes, matrizes, construídos em ligas ferrosas (aços) e nestes casos, qual "efe" seria prevalecente? Nessa especial situação um, ou mais “efes”, poderia prevalecer, ou estar em maior evidência, destaque, conforme o contexto de fabricação e utilização. Falha em peças de ligas ferrosas estaria relacionada a uma utilização incorreta, com a falta de, ou incorreta, manutenção seja do componente, molde, ou matriz, ou de equipamentos. Falência poderia ser associada com um projeto mal concebido e desenvolvido que contribuiria para não se alcançar a máxima performance, ou desempenho. Fatalidade seria a combinação de falha para a seleção do aço, propriedades mecânicas incorretas, tratamentos térmicos, superficiais, etc...; e falência relacionada ao projeto, usinagem, utilização incorreta e manutenção que, a priori, se teria domínio de todas as etapas, mas submetidos, ou mesmo negligenciados, contribuiriam para incrementar a probabilidade de um evento de trágicas consequências.
Recentemente, uma empresa da área de entretenimento, parque de diversões, apresentou um evento trágico que resultou na morte do usuário do brinquedo e os usuários consultados em pesquisas realizadas pela mídia (rádio e TV) entenderam o evento como “fatalidade”. Um estupendo equívoco, pois esse evento é a somatória de falha, falência, ausência de procedimentos, ineficiente treinamento do funcionário que manipularia o equipamento, etc., nunca uma fatalidade. Tudo isso combinado leva o sujeito a ter uma falsa segurança do que faz, ou realiza, subestimando os riscos, pois "dá por sabido o que não saberia, ou não teria total conhecimento". A fatalidade é construída!
Um outro exemplo, agora em direção oposta, diz respeito ao comportamento farisaico, hipócrita, mentiroso do cidadão ou do agente público que posa de ético quando na realidade não o é. Nesse caso, citaria o senador já defenestrado e condenado por antecipação da opinião pública, Sr.Demóstenes Torres, partido DEM, que mantinha um discurso duro, firme, intransigente e corretissimo contra a corrupção e conduta não ética nas ações no Senado, mas fora da esfera pública mantinha estreita e suspeita relação com um famigerado bandido do jogo ilícito . E daí, onde estaria a relação com os “3efes”? Nesse caso, o cidadão, a sociedade civil tem grande responsabilidade, pois aqui é o “efe” de falha, de omissão, seja na seleção irresponsável dos representantes para as casas legislativas, seja quando se omite em exercitar política. No caso de não se importar com a política faz a alegria de bandidos e daqueles sem quaisquer compromissos com a causa pública.
Nós mesmos respondemos pelo “efe” de fatalidade!
Falha estaria associada a omissão, senão, erro, a um descuido, ou ao contexto geológico como fenda, lacuna, lasca. Falência relacionada com a condição comercial em que estaria confirmada a impossibilidade de se saldar débitos; e também fracasso, ruína, insucesso. Fatalidade, por sua vez, diz respeito ao destino inevitável, consequência desastrosa de algum acontecimento que não se teria domínio, ou negligencia; coincidência deplorável, infeliz, funesta, trágica.
O efeito "3efes" poderia ser aplicado nos componentes mecânicos, moldes, matrizes, construídos em ligas ferrosas (aços) e nestes casos, qual "efe" seria prevalecente? Nessa especial situação um, ou mais “efes”, poderia prevalecer, ou estar em maior evidência, destaque, conforme o contexto de fabricação e utilização. Falha em peças de ligas ferrosas estaria relacionada a uma utilização incorreta, com a falta de, ou incorreta, manutenção seja do componente, molde, ou matriz, ou de equipamentos. Falência poderia ser associada com um projeto mal concebido e desenvolvido que contribuiria para não se alcançar a máxima performance, ou desempenho. Fatalidade seria a combinação de falha para a seleção do aço, propriedades mecânicas incorretas, tratamentos térmicos, superficiais, etc...; e falência relacionada ao projeto, usinagem, utilização incorreta e manutenção que, a priori, se teria domínio de todas as etapas, mas submetidos, ou mesmo negligenciados, contribuiriam para incrementar a probabilidade de um evento de trágicas consequências.
Recentemente, uma empresa da área de entretenimento, parque de diversões, apresentou um evento trágico que resultou na morte do usuário do brinquedo e os usuários consultados em pesquisas realizadas pela mídia (rádio e TV) entenderam o evento como “fatalidade”. Um estupendo equívoco, pois esse evento é a somatória de falha, falência, ausência de procedimentos, ineficiente treinamento do funcionário que manipularia o equipamento, etc., nunca uma fatalidade. Tudo isso combinado leva o sujeito a ter uma falsa segurança do que faz, ou realiza, subestimando os riscos, pois "dá por sabido o que não saberia, ou não teria total conhecimento". A fatalidade é construída!
Um outro exemplo, agora em direção oposta, diz respeito ao comportamento farisaico, hipócrita, mentiroso do cidadão ou do agente público que posa de ético quando na realidade não o é. Nesse caso, citaria o senador já defenestrado e condenado por antecipação da opinião pública, Sr.Demóstenes Torres, partido DEM, que mantinha um discurso duro, firme, intransigente e corretissimo contra a corrupção e conduta não ética nas ações no Senado, mas fora da esfera pública mantinha estreita e suspeita relação com um famigerado bandido do jogo ilícito . E daí, onde estaria a relação com os “3efes”? Nesse caso, o cidadão, a sociedade civil tem grande responsabilidade, pois aqui é o “efe” de falha, de omissão, seja na seleção irresponsável dos representantes para as casas legislativas, seja quando se omite em exercitar política. No caso de não se importar com a política faz a alegria de bandidos e daqueles sem quaisquer compromissos com a causa pública.
Nós mesmos respondemos pelo “efe” de fatalidade!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
"Haikai 俳句" Técnico 027 Desempenho do molde na injeção de Al
Algumas importantes informações são necessárias levar em consideração para o bom desempenho do molde de injeção de alumínio:
Temperatura do metal fundido;
Dimensão da matriz / capacidade de máquina de injeção;
Quantidade peças de produção (ciclo de injeção)
As informações acima ajudam na seleção do aço da matriz que deve apresentar as propriedades necessárias, tais como:
Resistência a perda de dureza pela ação do calor;
Resistência ao limite de escoamento a quente;
Parâmetros relacionados a Ductilidade e Tenacidade;
Isotropia;
Boa Condutibilidade térmica;
Resistência a corrosão
Para a construção do molde alguns parâmetros são muito importantes:
Determinação da espessura da parede de refrigeração e ponto de gravidade;
Posicionamento dos canais de refrigeração;
Localização / abertura do “gate” (entrada do alumínio liquido) – influencia no desenvolvimento térmico do molde (erosão, corrosão) devido a um fluxo desfavorável do metal (turbulência);
Conjunto fundição-gate / canais de alimentação-bucha;
Aspectos constitutivos do molde para Cantos, Contornos, Variação de forma;
Conjunto Machos e Gavetas
A transferência de calor na superfície do molde tem fundamental importância. A superfície gera tensões térmicas devido ao gradiente de temperatura e se “uma diferença superficial maior-menor em 20 ºC pode significar incrementar, ou reduzir, a vida útil em 30 a 50%” (fonte Uddeholm). A temperatura superficial depende de:
a) Temperatura do metal fundido;
b) Projeto do molde e espessura da parede e machos;
c) Temperatura de preaquecimento do molde;
d) Frequência e tempo de ciclo de injeção;
e) Condição de enchimento do molde: tempo, velocidade do fundido e pistão e fluxo de enchimento da cavidade;
f) Conjunto do sistema de fundição (“gate”, bucha, alimentador);
g) Desmoldante (tipo, condição de aplicação)
Todas as etapas de construção de um molde são importantes e precisam de acompanhamento acurado. Para o tratamento térmico – operação de risco (trinca e deformação / alteração dimensional) – é fundamental deixar sobremetal (acima de dois (2) milímetros), generosos raios (mínimo 10 mm de raio) e desenvolver uma correta usinagem.
Temperatura do metal fundido;
Dimensão da matriz / capacidade de máquina de injeção;
Quantidade peças de produção (ciclo de injeção)
As informações acima ajudam na seleção do aço da matriz que deve apresentar as propriedades necessárias, tais como:
Resistência a perda de dureza pela ação do calor;
Resistência ao limite de escoamento a quente;
Parâmetros relacionados a Ductilidade e Tenacidade;
Isotropia;
Boa Condutibilidade térmica;
Resistência a corrosão
Para a construção do molde alguns parâmetros são muito importantes:
Determinação da espessura da parede de refrigeração e ponto de gravidade;
Posicionamento dos canais de refrigeração;
Localização / abertura do “gate” (entrada do alumínio liquido) – influencia no desenvolvimento térmico do molde (erosão, corrosão) devido a um fluxo desfavorável do metal (turbulência);
Conjunto fundição-gate / canais de alimentação-bucha;
Aspectos constitutivos do molde para Cantos, Contornos, Variação de forma;
Conjunto Machos e Gavetas
A transferência de calor na superfície do molde tem fundamental importância. A superfície gera tensões térmicas devido ao gradiente de temperatura e se “uma diferença superficial maior-menor em 20 ºC pode significar incrementar, ou reduzir, a vida útil em 30 a 50%” (fonte Uddeholm). A temperatura superficial depende de:
a) Temperatura do metal fundido;
b) Projeto do molde e espessura da parede e machos;
c) Temperatura de preaquecimento do molde;
d) Frequência e tempo de ciclo de injeção;
e) Condição de enchimento do molde: tempo, velocidade do fundido e pistão e fluxo de enchimento da cavidade;
f) Conjunto do sistema de fundição (“gate”, bucha, alimentador);
g) Desmoldante (tipo, condição de aplicação)
Todas as etapas de construção de um molde são importantes e precisam de acompanhamento acurado. Para o tratamento térmico – operação de risco (trinca e deformação / alteração dimensional) – é fundamental deixar sobremetal (acima de dois (2) milímetros), generosos raios (mínimo 10 mm de raio) e desenvolver uma correta usinagem.
sábado, 31 de março de 2012
A coragem dos milicos da ditadura: vergonha!
Os milicos que se locupletaram na ditadura torturando e matando resolveram mostrar a cara, mas nem todos. Vi na TV, sábado, 31 de março de 2012, o evento de alguns milicos aposentados da aeronáutica saltando de paraquedas para as praias do Rio de Janeiro,RJ, em comemoração do aniversário do golpe de Estado em 31 de março de 1964. Uau, como são corajosos esses milicos de pijama. Literalmente uma vergonha! Será que assumiriam as barbaridades cometidas em nome do Estado? A coragem não seria tanta como mostraria um exame mais acurado dessa instituição ao longo da história sustentada pelo dinheiro público, do cidadão brasileiro.
Resta depositar esperanças de que a Comissão da Verdade inicie atividades e consiga fazer "aparecer" os mais de uma centenas de "desaparecidos" desse vil movimento militar de março, 1964, de tão trágicos eventos e atrasos para a democracia brasileira que esses valentes milicos ousam comemorar (direito assegurado).
Resta depositar esperanças de que a Comissão da Verdade inicie atividades e consiga fazer "aparecer" os mais de uma centenas de "desaparecidos" desse vil movimento militar de março, 1964, de tão trágicos eventos e atrasos para a democracia brasileira que esses valentes milicos ousam comemorar (direito assegurado).
quarta-feira, 28 de março de 2012
O tempo urge e encurta
Há algum tempo venho adotando atitudes mais frugais para o consumo. O meu consumo, gradualmente e firme, começa a se pautar por apenas o necessário, nunca exagerado. Não é simples essa mudança de atitude de quem lá atrás nunca teve isto como preocupação, pois presa fácil dos apelos do marketing que cria necessidades e desejos muitos deles inúteis. Agora estou comprometido em adotar atitudes na direção de "consumo consciente", pois é impressionante a capacidade que temos de juntar um monte de coisas desnecessárias e se agarrar a estas como se fossem eternas, indestrutíveis.
Com essa disposição, ao reunir roupas, sapatos (nossa, como acumulamos tanta roupa!?), utensílios eletrônicos ultrapassados, mas ainda funcionando (por ex., computador "desktop") e material esportivo para instituições que trabalham com os menos privilegiados, encontrei um valioso material da história do Brasil publicado nos "jornais nanicos" à época de chumbo (1969-1979) que alcançava apenas os estudantes engajados na luta pela redemocratização, professores, intelectuais, artistas, dirigentes sindicais, etc...Localizei um grande pacote no sótão de casa guardado há mais de 30 anos. Publicações universitárias (Direito-USP)e jornais como "Movimento", "Opinião", "Trabalho" e até o "Pasquim". Passei horas relendo algumas matérias que interpretavam e apontavam a solução para o Brasil. Até fotos de eventos que tive participação como a primeira passeata de estudantes da USP até uma praça no centro de Pinheiros,São Paulo,SP, 1973. E na sequência, a passeata desorganizada, mas retomada com força, até a Praça da Sé para participar da missa em prol do jornalista Vladimir Herzog assassinado pelos covardes milicos em nome do Estado. E justamente no dia em que morre o grande Millor Fernandes, nesta quarta,28, encontrei e reli um exemplar do Pasquim em que é co-fundador deste fantástico hebdomadário. E mais, também encontrei o exemplar número 1 do "Jornal da República", tentativa frustrada do jornalista Mino Carta, em 27 de agosto de 1979, de criar um jornal alternativo de circulação nacional. Abaixo, manchetes na primeira página;
- Hospício serviu de prisão política: ex-prisioneiro descreve o Gulag tropical;
- Sócrates garante o emprego de Teixeira. Nervoso e medíocre, o São Paulo ainda enfrentou uma grande atuação do atacante corintiano;
- O avião russo ainda retido em Nova York: uma bailarina no centro de um incidente URSS-EUA;
- Camisa de força no salário: Sindicatos serão livres para pedir aumentos, desde que só peça o que será permitido pedir;
- Delfim candidato à presidência? "Só Deus sabe", diz ele, em entrevista...;
- Artigo de Fundo, Mino Carta: Céticos, mas otimistas na ação. (Bonito e ainda atual editorial de crença na república, pois o Brasil continua necessitado de uma ampla reforma política).
Vou consultar a biblioteca da Unicamp e doar todo esse material para pesquisa.
É isso!
Com essa disposição, ao reunir roupas, sapatos (nossa, como acumulamos tanta roupa!?), utensílios eletrônicos ultrapassados, mas ainda funcionando (por ex., computador "desktop") e material esportivo para instituições que trabalham com os menos privilegiados, encontrei um valioso material da história do Brasil publicado nos "jornais nanicos" à época de chumbo (1969-1979) que alcançava apenas os estudantes engajados na luta pela redemocratização, professores, intelectuais, artistas, dirigentes sindicais, etc...Localizei um grande pacote no sótão de casa guardado há mais de 30 anos. Publicações universitárias (Direito-USP)e jornais como "Movimento", "Opinião", "Trabalho" e até o "Pasquim". Passei horas relendo algumas matérias que interpretavam e apontavam a solução para o Brasil. Até fotos de eventos que tive participação como a primeira passeata de estudantes da USP até uma praça no centro de Pinheiros,São Paulo,SP, 1973. E na sequência, a passeata desorganizada, mas retomada com força, até a Praça da Sé para participar da missa em prol do jornalista Vladimir Herzog assassinado pelos covardes milicos em nome do Estado. E justamente no dia em que morre o grande Millor Fernandes, nesta quarta,28, encontrei e reli um exemplar do Pasquim em que é co-fundador deste fantástico hebdomadário. E mais, também encontrei o exemplar número 1 do "Jornal da República", tentativa frustrada do jornalista Mino Carta, em 27 de agosto de 1979, de criar um jornal alternativo de circulação nacional. Abaixo, manchetes na primeira página;
- Hospício serviu de prisão política: ex-prisioneiro descreve o Gulag tropical;
- Sócrates garante o emprego de Teixeira. Nervoso e medíocre, o São Paulo ainda enfrentou uma grande atuação do atacante corintiano;
- O avião russo ainda retido em Nova York: uma bailarina no centro de um incidente URSS-EUA;
- Camisa de força no salário: Sindicatos serão livres para pedir aumentos, desde que só peça o que será permitido pedir;
- Delfim candidato à presidência? "Só Deus sabe", diz ele, em entrevista...;
- Artigo de Fundo, Mino Carta: Céticos, mas otimistas na ação. (Bonito e ainda atual editorial de crença na república, pois o Brasil continua necessitado de uma ampla reforma política).
Vou consultar a biblioteca da Unicamp e doar todo esse material para pesquisa.
É isso!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Haikai 俳句" Técnico 026 Seleção de aço e TT
Parodiando uma breve preleção que se ouvia de comissária de bordo de uma companhia de avião quando este taxiava ao final da pista do aeroporto depois de concluído o voo que anunciava ao microfone para todos os passageiros: “sabemos que a escolha da companhia aérea é uma opção do cliente... e blá blá blá......”...a mesma se poderia aplicar para a seleção do aço e o tratamento térmico.........”Sabe-se que a seleção do aço no cardápio de aços dos fabricantes e das empresas no mercado que podem modificar as propriedades mecânicas por têmpera e revenimentos é uma opção do Projetista e Comprador, mas isto deve estar bem fundamentado tecnicamente”.
Por exemplo, para o Projetista, recomendar-se-ia examinar cuidadosamente:
Projeto: rotas de usinagem; furos, diâmetros, quantidade e paredes de canais de refrigeração; geometria da figura; variação de forma; cantos vivos; furos; etc...;
Ciclo (tempo) de injeção; capacidade de injeção; desmoldantes;
Tipo de liga a ser injetada; tempo de solidificação por tipo de liga; temperatura de cada liga; propriedades físicas;
Qualidade (fabricação) e propriedades mecânicas e físicas do aço;
Processo de fundição; máquina adequada para o projeto.
E o responsável pela compra do serviço de Têmpera e Revenimentos:
Tecnologia de aquecimento e resfriamento confiáveis; “know-how”; e
Rastreabilidade; registros indeléveis de parâmetros de processos; suporte técnico; prazo; confiança técnica; etc...
A Tabela abaixo reune as principais propriedades mecânicas e físicas dos aços extraídas dos “folders” técnicos dos extensos cardápios dos fabricantes de aços para ajudar o Projetista a selecionar o(s) aço(s)que melhor caberia(m) para cada projeto de molde. Lembrando que deve obedecer às recomendações citadas acima.
Por exemplo, para o Projetista, recomendar-se-ia examinar cuidadosamente:
Projeto: rotas de usinagem; furos, diâmetros, quantidade e paredes de canais de refrigeração; geometria da figura; variação de forma; cantos vivos; furos; etc...;
Ciclo (tempo) de injeção; capacidade de injeção; desmoldantes;
Tipo de liga a ser injetada; tempo de solidificação por tipo de liga; temperatura de cada liga; propriedades físicas;
Qualidade (fabricação) e propriedades mecânicas e físicas do aço;
Processo de fundição; máquina adequada para o projeto.
E o responsável pela compra do serviço de Têmpera e Revenimentos:
Tecnologia de aquecimento e resfriamento confiáveis; “know-how”; e
Rastreabilidade; registros indeléveis de parâmetros de processos; suporte técnico; prazo; confiança técnica; etc...
A Tabela abaixo reune as principais propriedades mecânicas e físicas dos aços extraídas dos “folders” técnicos dos extensos cardápios dos fabricantes de aços para ajudar o Projetista a selecionar o(s) aço(s)que melhor caberia(m) para cada projeto de molde. Lembrando que deve obedecer às recomendações citadas acima.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Isoflama em Joinville,SC
Isoflama faz aquisição de 5.500 metros quadrados de terreno em nobre área indústrial na cidade de Joinville,SC, em 2 de março de 2012.
Até início de 2013 pretende iniciar as operações de processos térmicos a vácuo e plasma para as empresas dessa cidade e região que produzem moldes, matrizes e ferramentas em aços alta liga.
Essa valente atitude de acreditar no Brasil e investir faz lembrar a atitude do general Júlio Cesar, futuro imperador, que desafia a proibição do senado romano para não atravessar o rio Rubicão e declara à margem deste: "ALLEA JACT EST", ou seja "a sorte está lançada", e atravessa o rio com a sua tropa. E a história tomou outro rumo. Assim, que os deuses conspirem para reproduzir o mesmo sucesso da empresa em Indaiatuba,SP, em Joinville,SC. "Allea jact est".
Parabéns!
Até início de 2013 pretende iniciar as operações de processos térmicos a vácuo e plasma para as empresas dessa cidade e região que produzem moldes, matrizes e ferramentas em aços alta liga.
Essa valente atitude de acreditar no Brasil e investir faz lembrar a atitude do general Júlio Cesar, futuro imperador, que desafia a proibição do senado romano para não atravessar o rio Rubicão e declara à margem deste: "ALLEA JACT EST", ou seja "a sorte está lançada", e atravessa o rio com a sua tropa. E a história tomou outro rumo. Assim, que os deuses conspirem para reproduzir o mesmo sucesso da empresa em Indaiatuba,SP, em Joinville,SC. "Allea jact est".
Parabéns!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Comissão da Verdade e a covarde Forças Armadas
Assisti a reportagem de jornalista Miriam Leitão, Globo News, nesta segunda, 1, março 2012, para o caro assunto "Comissão da Verdade" a essa instituição Forças Armadas. Sou uma testemunha da história para a tentativa frustrada dessa instituição mantida pela sociedade na busca de transformar o Brasil num grande quartel. Não seria plausível justificar essa tentativa apenas em razão do embate Leste-Oeste (capitalismo versus comunismo) que levou de roldão vários países pelo mundo influenciados, ou mesmo forçados, principalmente, pelo grande "patrão" EUA, causando tantas desgraças e ainda causam por outros motivos nos dias atuais.
Como testemunha não posso esquecer o ambiente de temor, terror, que pairava no ar no período 64-77 se alguém tentasse manifestar opinião que pudesse ser diferente da do Estado. Estado de Terror mantido pelos militares, parte da elite econômica e agentes públicos que também enxergavam neste "status" oportunidade para se obter vantagens, não prestar contas à sociedade e se locupletar nas burras do Estado. Alguns considerariam que nessa época não havia corrupção, porém como saber se a democracia estava com os "olhos vendados"?
A "Comissão da Verdade" é uma grata novidade do e no Estado. Pela primeira vez parece que teremos agentes públicos intrépidos e dispostos a encontrar as respostas que os "valentes" militares mostraram, e ainda mostram (vide repressão aos petroleiros trabalhadores quando FHC era presidente) apenas na repressão aos fracos. Basta ver a história dessa instituição desde a guerra da tríplice aliança, ou mesmo um pouco antes até os populares seguidores de Antonio Conselheiro, contidos somente depois de quatro (4) expedições militares. As Forças Armadas derrubaram o governo eleito em 1961, fecharam o Congresso, calaram a imprensa, e tentaram fazer valer esse estúpido e equivocado dístico positivista "Ordem e Progresso" a "ferro e fogo", isto é, prendendo e matando. Era proibido pensar, pois atentava à segurança do Estado. O educador Paulo Freire foi expulso do Brasil por um coronel que não hesitou em declarar "ignorante" no passaporte. Quando a história mais tarde, e agora fácil reconhecer os equívocos, mostra o desastre que cometeram em nome do Estado estes não aceitam nem mesmo prestar o dever de esclarecer para quem paga os impostos e sustentam essa instituição militar. Reconciliação honesta e sincera não passa pela cabeça dos membros dessa instituição, pelo contrário, escondem-se dócil e covardemente na Lei da Anistia para não permitir sequer que algumas poucas famílias enterrem os seus mortos. Mortos pelo Estado e de maneira covarde. Deve ser difícil mesmo manter a cabeça tranquila. Contam com o tempo para espantar os fantasmas rondando a cabeça de muitos.
No combate da equivocada esquerda brasileira que comprou a idéia de Guevara e alguns teóricos franceses de que seria possível construir o "homem novo" com revolta armada, o Estado, provido de todos os recursos legais para fazer esse combate optou pelo terror. Era a solução fácil, sem delongas, conforme vários relatos de poucos sobreviventes, inclusive a Presidenta Dilma. Brasileiros como Rubens Paiva, Herzog e dezenas de brasileiros não tiveram a mesma sorte (sobreviver) e aterrorizam essa covarde instituição Foras Armadas que tenta de todas as maneiras exercitar os poucos neurônios do cérebro para justificar o injustificável. Mas não é fácil, pois a História não permitirá!
Espero sinceramente que a Comissão da Verdade chegue a alguma verdade, mesmo relativa, para, pelo menos, se enterrar esses bravos brasileiros que ousaram defender um "sonho" (mesmo equivocado) e entristecem muitas famílias. A esses bravos brasileiros toda a minha solidariedade é pouca para agradecer.
Forças Armadas, desarmem-se para obter o respeito do povo brasileiro.
Democracia e Diversidade!
Como testemunha não posso esquecer o ambiente de temor, terror, que pairava no ar no período 64-77 se alguém tentasse manifestar opinião que pudesse ser diferente da do Estado. Estado de Terror mantido pelos militares, parte da elite econômica e agentes públicos que também enxergavam neste "status" oportunidade para se obter vantagens, não prestar contas à sociedade e se locupletar nas burras do Estado. Alguns considerariam que nessa época não havia corrupção, porém como saber se a democracia estava com os "olhos vendados"?
A "Comissão da Verdade" é uma grata novidade do e no Estado. Pela primeira vez parece que teremos agentes públicos intrépidos e dispostos a encontrar as respostas que os "valentes" militares mostraram, e ainda mostram (vide repressão aos petroleiros trabalhadores quando FHC era presidente) apenas na repressão aos fracos. Basta ver a história dessa instituição desde a guerra da tríplice aliança, ou mesmo um pouco antes até os populares seguidores de Antonio Conselheiro, contidos somente depois de quatro (4) expedições militares. As Forças Armadas derrubaram o governo eleito em 1961, fecharam o Congresso, calaram a imprensa, e tentaram fazer valer esse estúpido e equivocado dístico positivista "Ordem e Progresso" a "ferro e fogo", isto é, prendendo e matando. Era proibido pensar, pois atentava à segurança do Estado. O educador Paulo Freire foi expulso do Brasil por um coronel que não hesitou em declarar "ignorante" no passaporte. Quando a história mais tarde, e agora fácil reconhecer os equívocos, mostra o desastre que cometeram em nome do Estado estes não aceitam nem mesmo prestar o dever de esclarecer para quem paga os impostos e sustentam essa instituição militar. Reconciliação honesta e sincera não passa pela cabeça dos membros dessa instituição, pelo contrário, escondem-se dócil e covardemente na Lei da Anistia para não permitir sequer que algumas poucas famílias enterrem os seus mortos. Mortos pelo Estado e de maneira covarde. Deve ser difícil mesmo manter a cabeça tranquila. Contam com o tempo para espantar os fantasmas rondando a cabeça de muitos.
No combate da equivocada esquerda brasileira que comprou a idéia de Guevara e alguns teóricos franceses de que seria possível construir o "homem novo" com revolta armada, o Estado, provido de todos os recursos legais para fazer esse combate optou pelo terror. Era a solução fácil, sem delongas, conforme vários relatos de poucos sobreviventes, inclusive a Presidenta Dilma. Brasileiros como Rubens Paiva, Herzog e dezenas de brasileiros não tiveram a mesma sorte (sobreviver) e aterrorizam essa covarde instituição Foras Armadas que tenta de todas as maneiras exercitar os poucos neurônios do cérebro para justificar o injustificável. Mas não é fácil, pois a História não permitirá!
Espero sinceramente que a Comissão da Verdade chegue a alguma verdade, mesmo relativa, para, pelo menos, se enterrar esses bravos brasileiros que ousaram defender um "sonho" (mesmo equivocado) e entristecem muitas famílias. A esses bravos brasileiros toda a minha solidariedade é pouca para agradecer.
Forças Armadas, desarmem-se para obter o respeito do povo brasileiro.
Democracia e Diversidade!
Assinar:
Postagens (Atom)


